Em dois minutos o comandante geral da Brigada Militar leu uma nota em que afirma ter sido responsabilidade do soldado (aquele ainda não identificado, ao menos para a imprensa) o fato dele não ter municiado a espingarda calibre 12 com bala de borracha. Faltou explicar se ele foi ordenado a usar munição não letal e contrariou o superior, se ele atirou por estar despreparado, e porque o comando enviou o coronel Lauro Binsfield para São Gabriel. O coronel João Carlos Trindade até tentou explicar esta última parte, dizendo que cabe ao subcomando a área mais operacional e ao comando geral a parte mais institucional e administrativa. Mas, contudo, todavia entretanto e muitos poréns, se o coronel Binsfield já possuía "antecedentes" por desentendimentos com o MST na região, isso não deveria ter sido ponderado? Resta aguardar o fim do inquérito para sabermos se o soldado realmente recebeu orientação, se era preparado, o que motivou o disparo, se o alvo era o colono que morreu, e tantas outras dúvidas que pairam sobre a desocupação da fazenda Southal.
28.8.09
Coletiva sem novidades
Ainda não foi desta vez. Os jornalistas que estiveram no auditório do Comando Geral da Brigada Militar nesta tarde, até pensaram que sairiam de lá com a manchete "fulano matou Elton Brum" ou algo parecido. Contudo, a coletiva organizada pela Secretaria da Segurança Pública apenas serviu para se ouvir que o já era conhecido: um soldado foi o responsável pelo disparo que feriu fatalmente o colono e ele mesmo confessou. Sobre as circunstâncias, nada. Nem uma palavra. E para verem que falo a verdade, abaixo a sonora do secretário Edson Goularte.
27.8.09
Sem contato com assessores
Será que a operadora Oi vai resolver o problema de falta de comunicação no governo Yeda Crusius? Os celulares dos assessores estão completamente fora de área. A ligação nem chega a completar. Desde cedo!
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